Responsabilidade médica na era digital marca abertura de evento do CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) deu início, na manhã desta terça-feira (26), ao XII Congresso Brasileiro de Direito Médico, realizado em sua sede, em Brasília (DF). A conferência de abertura foi conduzida pelo ministro Mauro Campbell Marques, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ressaltou a importância de refletir sobre os desafios éticos e jurídicos enfrentados pela medicina diante das novas tecnologias e da sociedade hiperconectada.

O evento, que prossegue até amanhã (27), reúne médicos, estudantes, juristas e especialistas em torno do tema “Responsabilidade médica na era da informação e da judicialização”. Entre os assuntos em debate estão a ética do útero de substituição e da inseminação caseira, o acesso a prontuários médicos, a publicidade de serviços em saúde e o impacto da inteligência artificial na prática médica.

A abertura da conferência contou com a mesa composta por José Abelardo Garcia de Meneses, membro da Comissão de Direito Médico do CFM, na presidência; e pela conselheira federal Rosylane Nascimento das Mercês Rocha, 2ª vice-presidente do CFM e, também, integrante da Comissão, na secretaria. O congresso é organizado pelo conselheiro federal Jeancarlo Cavalcante, 3º vice-presidente do CFM.

Bioética – Em sua apresentação, o ministro Mauro Campbell destacou que a temática central traduz com rara precisão os desafios contemporâneos da prática médica, especialmente diante da velocidade com que circulam informações, pesquisas e conteúdos em redes sociais.

“Vivemos em uma sociedade caracterizada pela difusão espontânea e instantânea de informações. No campo da saúde, isso se manifesta desde a digitalização de dados até a exposição indevida de imagens de pacientes, comprometendo direitos fundamentais como privacidade e dignidade. Cada um desses dilemas amplia a responsabilidade médica, que hoje vai além da dimensão civil e ética, alcançando aspectos sociais e comunicacionais”, afirmou.

O corregedor citou avanços recentes do CNJ em direção à ética e à proteção de direitos, lembrando casos julgados que reforçam a necessidade de consentimento para divulgação de informações médicas. Um exemplo citado foi o episódio de exposição de vídeo de paciente transplantada sem autorização, considerado grave violação de princípios bioéticos e de sigilo profissional.

Espaço de colaboração – Para o ministro, o congresso representa um espaço privilegiado de construção de soluções conjuntas entre médicos e juristas.

“A responsabilidade médica na era da informação e da judicialização exige não apenas conhecimento técnico, mas também compromisso ético, respeito aos direitos fundamentais e disposição para o diálogo interdisciplinar. Somente com cooperação entre profissionais de saúde e operadores do direito poderemos fortalecer a confiança da sociedade na medicina e na justiça”, destacou.

Fonte: https://portal.cfm.org.br/noticias/responsabilidade-medica-na-era-digital-marca-abertura-de-evento-do-cfm

Confira mais Notícias

Notícias

A campanha Setembro Amarelo® salva vidas! 

Notícias

SUS vai ofertar três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão

Notícias

Minha História Sem Filtro: Ministério da Saúde convida população a contar sua história sobre os desafios de parar de fumar

Notícias

Em debate no Senado, CFM se posiciona contra cotas em residência médica

Notícias

CFM atualiza regras para direção técnica em serviços médicos privados

Notícias

Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes contra sarampo, pneumonias e outras doenças

Notícias

Agosto Dourado: apoiar a amamentação é investir no futuro.

Notícias

Agosto Lilás e ações de cidadania marcam programação da Semdes em Cachoeiro